O idoso não é velho, mas sim uma pessoa vivida.
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Serviços de Apoio a Idosos

·        Lar

Equipamento fechado de alojamento colectivo, de utilização temporária ou permanente para idosos em maior risco de perda de autonomia ou sem outro sitio para onde ir.

·        Apoio Domiciliário

                Assegura a prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicílio a idosos que por motivos de doença, deficiência ou outros impedimentos não possam satisfazer as suas necessidades básicas ou desempenhar actividades da vida diária. O apoio domiciliário tem como objectivo principal, contribuir para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, familiares, e comunidade. Retardar ou evitar a institucionalização, mantendo os utentes o máximo tempo possível no seu ambiente.

·        Centro de Dia

O principal objectivo desta instituição é a satisfação das necessidades de apoio, conforto, compreensão, protecção e segurança dos idosos e dos seus familiares, com vista a prevenir situações de risco e isolamento. Oferece, também, um conjunto de serviços como: alimentação, cuidados de higiene e tratamentos de roupas.

·        Centro de Convívio

É um equipamento aberto que proporciona serviços de apoio ao desenvolvimento de actividades sócio recreativas e culturais organizadas e dinamizadas pelos idosos de uma comunidade. O Centro de Convívio tende para o bem-estar dos utentes, promovendo a saúde e o seu bem – estar físico e psicológico.

                                                                       Colaboração de Sara Costa


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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Direitos dos Idosos - Princípios das Nações Unidas para o Idoso

Resolução 46/91 – Aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas 16/12/1991

      INDEPENDÊNCIA

1.  Ter acesso à alimentação, à água, à habitação, ao vestuário, à saúde, a apoio familiar e comunitário.

2.  Ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de rendimentos.

3.  Poder determinar em que momento se deve afastar do mercado de trabalho.

4.  Ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e requalificação profissional.

5.  Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de  mudanças.

6.  Poder viver em sua casa pelo tempo que for viável.  

PARTICIPAÇÃO

7.  Permanecer integrado na sociedade, participar activamente na formulação e implementação de políticas que afectam directamente o seu bem-estar e transmitir aos mais jovens conhecimentos e habilidades.

8.  Aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando como voluntário, de acordo com seus interesses e capacidades.

9.  Poder formar movimentos ou associações de idosos.

ASSISTÊNCIA

10.  Beneficiar da assistência e protecção da família e da comunidade, de acordo com os seus valores culturais.

11.  Ter acesso à assistência médica para manter ou adquirir o bem-estar físico, mental e emocional, prevenindo a incidência de doenças.

12.  Ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcionem protecção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento social, num ambiente humano e seguro.

13.  Ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, protecção e assistência

14. Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na sua dignidade, crença e intimidade. Deve desfrutar ainda do direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua vida.

AUTO-REALIZAÇÃO

15.  Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades.

16.  Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade.

DIGNIDADE

17.  Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais.

18.  Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros factores.



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CUTLA

  

 

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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Casa de repouso na Amadora

 

 Na passada, Sexta-feira dia 11 de Abril pelas 11horas os membros do grupo "doutrolado", Tiago e Filipa dirigiram-se a uma casa de repouso na Amadora.

 

Decidimos ir para ver em que situação se encontram os idosos que lá vivem,   interagirmos com eles e também para falarmos com um membro responsável pela casa de repouso e tirarmos algumas dúvidas.


Quando lá chegamos fomos muito bem recebidos, e estivemos a falar com a animadora,  Dra.Magda, que nos mostrou um pouco de tudo aquilo que existia no lar.
Tomamos conhecimento dos vários tipos de situações existentes na casa de repouso, pois não se encontram somente idosos naquela instituição mas também pessoas cuja idade é inferior aos 65 anos mas que se encontravam lá por motivo de doença, apesar de a maior percentagem ser de pessoas com mais de 65 anos e que estão na casa de repouso devido não só devido a doenças mas também por não terem muito apoio das famílias, que não têm tempo, possibilidades ou vontade de tratar deles.
As famílias na maior parte dos casos nem se dirigem a instituição para visitar os idosos.
A Dr.ª Magda que também trabalha em outros lares disse-nos que as mulheres são quem mais adere tanto aos lares como às casas de repouso, os homens recusam mais devido a questões machistas e de orgulho.
Qualquer lar tem que ter uma animadora, e esta exerce com os idosos diferentes actividades das quais destacamos; pintura, trabalhos manuais, festas, passeios, trabalhos de escrita, ginástica entre outras.
Por o que pudemos constatar, os idosos no geral gostam de viver naquele lar e gostam dos funcionários do mesmo, mas por vezes é complicado falar com eles e que eles permitam uma aproximação por parte dos funcionários, isto devido ao facto de eles sentirem que perderam uma vida lá fora e que já não a podem recuperar, mas no geral todos acabam por se adaptar.

Os funcionários gostam do trabalho que fazem, disseram-nos que é bastante gratificante  e compensador mas por vezes tem que ter alguma frieza e distanciamento pois há casos muito complicados e que mexem com a sensibilidade dos próprios funcionários pois muitos idosos encontram-se em estado vegetativo e alguns com doenças como a alzheimer, deficiências motoras entre outras, o que lhes faz pensar na própria família e principalmente como seres humanos que são, agora jovens, como poderão vir a ficar daqui a uns anos.

Os funcionários desta instituição têm constantemente formação pois tem de ter a formação necessária para poderem exercer certas funções devido ao cuidado especial que alguns idosos necessitam.

 



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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
Uma visita ao Centro Universitário de Tempos Livres da Amadora

No dia 8 de Abril, pelas 10h30, fui ao CUTLA. À espera de um contacto por parte da instituição desde o período passado, decidi ir lá, mesmo sem ter marcado.

Quando cheguei, a senhora Maria Emília estava na aula de ginástica. Enquanto esperava, aproveitei, então, para assistir a uma aula de pintura a óleo e fazer algumas perguntas à professora Odete e a sua aluna Maria Jorge.

 

Odete Martins, professora de pintura a óleo, 71 anos, reformada

            Nasceu no Lumiar e veio para a Amadora aos 23 anos. Andou numa escola de artes e é o seu gosto pela pintura que faz com que esteja no CUTLA, desde de que este “nasceu”, sem ganhar nada, para além do carinho e amizade dos seus alunos.

            As suas aulas têm a duração de 3 horas e são os seus cerca de 30 alunos que pagam os materiais que utilizam.

            “Os alunos vêm muitas vezes há procura de conversar, fazer amigos. Acabamos por ser uma família. Vêm procurar aquilo que não têm em casa, vivem na solidão e aqui sentem-se realmente amados.”

            Os quadros pintados pelos alunos são, muitas vezes, levados a exposições.

 

            Dia 13 de Abril há exposição de quadros em miniatura na Junta de Freguesia da Mina. Todos os anos há esta exposição, onde algumas obras da instituição são expostos.

 

Maria Jorge, aluna, 53 anos, reformada (foi professora do 1º ciclo)

            Nasceu no Porto, viveu em Angola, viaja todos os anos. É uma mulher do mundo, “de sítio nenhum”, como ela própria diz.

            No CUTLA, assiste a aulas de pintura de óleo esta a pensar aderir também às aulas de inglês e de mobilidade.

Descobriu esta universidade por uma amiga e foi, então, pesquisar na internet a sua localização.

Foi através do projecto MINERVA (implementação das tecnologias no ensino básico) e do CES (equivalência à licenciatura na área das TIC) que aprendeu muito daquilo que sabe acerca de computadores e internet.

Adapta-se com grande facilidade à evolução tecnológica, é uma senhora muito activa, “sem medo da vida”.

            O seu gosto pela pintura leva-a a gastar cerca de 150 euros em telas, tintas, pincéis, todo o material usado nos seus quadros.

 

            Há lojas que fazem descontos aos estudantes do CUTLA. Exemplo disso é a Quadrimóvel, que faz um desconto de cerca de 10%.

 

Acabada a aula de ginástica, tive uma pequena conversa com a senhora Maria Emília. Foi mesmo pequena, visto que às terças-feiras há a reunião de direcção.

No pouco tempo que tivemos, disse-me, apenas, que pagam renda, luz e água à Câmara Municipal da Amadora. As ajudas da Câmara são muito escassas. Só cedeu o espaço e, raramente, autocarros. Para ter acesso ao ginásio, têm ainda de pagar à Junta de Freguesia. Como a presidente, a senhora Adelaide Espírito Santo, pertence à empresa Salvado&Neto, L.da, vai ajudando a instituição. São as poucas ajudas que universidade tem.

Foi-me dado um panfleto com um pouco de história do CUTLA. Postaremos brevemente.


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