O idoso não é velho, mas sim uma pessoa vivida.
Domingo, 21 de Outubro de 2007
Noticia TVI

    No passado dia 16 de Outubro, vimos, no Jornal Nacional, uma noticia que desde logo nos interessou:  Metade dos idosos concorda com a eutanásia.


    A investigação é da Faculdade de Medicina do Porto e incidiu sobre idosos com mais de 65 anos, sem doença terminal e que vivem em lares.

    O estudo conclui também que grande parte dos inquiridos aceita o suicídio assistido. Os motivos têm a ver com o medo do abandono e da solidão.

    O objectivo do estudo coordenado por Rui Nunes foi identificar a opinião dos portugueses com mais de 65 anos e sem doença terminal sobre a eutanásia. Foram inquiridos 815 idosos institucionalizados em lares e residências de terceira idade de todo o País.

    Em declarações à Rádio Renascença, o director do serviço de Bioética entende que o estudo não deve servir de pretexto para a legalização da eutanásia, mas sim para alterar o modelo de sociedade.

 

    Esta noticia mostra, realmente, o medo que os mais velhos têm da solidão, do abandono. Preferem a morte a ficarem sozinhos, a dependerem de alguém. Não devemos por isso concordar com a eutanásia. Devemos mudar uma sociedade egoísta, que está preparada apenas para quem trabalha, não para quem já o fez.


Beijos e Abraços


 




publicado por doutrolado às 13:30
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5 comentários:
De esscpalfredogarcia a 21 de Outubro de 2007 às 15:23
Vejo que estão atentos ao que se passa à nossa volta. Vamos procurar contribuir para melhorar o estado das coisas!?
Parabéns pelo vosso empenho!
alfredogarcia


De doutrolado a 21 de Outubro de 2007 às 22:24
CLARO !

Vamos tentar mudar alguma coisa, contribuir, pelo menos para a divulgação de problemas!


De InLisboaCriativa a 22 de Outubro de 2007 às 11:05
Muito giro o blog! Obrigado pelo comment!
Boa sorte com o vosso trabalho!
bjs**************************


De GRUPO DO PATRIMÓNIO a 22 de Outubro de 2007 às 20:01
Olá colegas! Gostei muito do tema que levantaram no vosso blog.

FORÇA PARA O VOSSO TRABALHO!!

TONI


De Zé da Burra o Alentejano a 9 de Novembro de 2007 às 15:22
Não admira que assim seja, pois os velhos (e não só) sentem-se cada vez mais abandonados à sua sorte e na sua maioria sem a possibilidade de pagar a estadia num "lar para a 3.ª idade" para viverem o resto das suas vidas, uma vez que a vida actual já não é como a de à 50 anos em que a família vivia sempre próximo e havia sempre apoio, até porque a grande maioria das mulheres dedicavam muito do seu tempo ao lar.
A alternativa dos tempos modernos é a estadia num qualquer "lar de 3.ª. idade", obviamente de acordo com as posses da pessoa em causa, as quais são em Portugal, em geral, poucas como, se sabe.
Depois com o fecho de centenas de desses "lares" por, alegada "falta de condições", a oferta vai-se reduzido e (pela lei da oferta/procura) os preços vão subindo e cada vez são menos os que podem aspirar a conseguir um lugar.
Quanto ao fecho de "lares" por "falta de condições", lembro que:

1.º) há quem viva a vida inteira em casas sem condições, muitas delas são até do Estado ou de Instituições de Solidariedade;
2.º) há quem trabalhe a vida inteira em locais de trabalho também sem condições, alguns também organismos públicos. Têm-se visto Esquadras de polícia, Tribunais, Escolas, etc...sem condições mas em que os funcionários são obrigados a trabalhar.

Por outro lado, na hotelaria há hotéis de 5, 4, 3, 2, e 1 estrelas e até outros estabelecimentos não classificados, são: Residênciais, Pensões, etc. Não compreendo porque é que os "lares dos idosos" têm que ser todos padronizados e não são simplesmente classificados: É melhor um idoso ficar num lar cm poucas condições do que sozinho, em casa sem qualquer assistência; A NÃO SER QUE O ESTADO PORTUGUÊS ENCONTRE E PAGUE UM LAR COM CONDIÇÕES PARA CADA CIDADÃO QUE DELE NECESSITE!

Actualmente só uns poucos têm capacidade económica para poderem aspirar a ter um final de vida acompanhado num lar, porque os de menores condições vão sucessivamente fechando e não são criadas alternativas.

Quanto ao apoio familiar, o grupo que não tem capacidade de pagar a um lar também não pode esperar o apoio familiar, porque também pertence a um estrato social baixo, ambos os conjuges têm que trabalhar e também não têm dinheiro para pagar a uma empregada para tomar conta do idoso com carência de apoio.

Com esta política de inflexibilidade quanto ao perfil dos lares estamos a limitar o número de portugueses que poderão aceder a esse apoio.

Quanto aos lares da segurança social, todos têm as condições exigidas, mas estão cheios e a “cunha” é determinante para conseguir um lugar. Como quem tem dinheiro também tem conhece pessoas influentes nas escolhas dos candidatos a admitir, seria interessante saber qual é o perfil dos idosos internados nesses lares


Zé da Burra o Alentejano





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